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BRUNO WANDERMUREMADVOCACIA ESPECIALIZADA
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Direito Digital

Crimes cibernéticos: crimes cometidos em ambiente digital

Golpes por aplicativo de mensagem, invasão de contas e dispositivos, ofensas publicadas em redes sociais, perseguição e exposição de imagens íntimas são crimes previstos em lei. Neles, a prova é quase sempre digital — e a forma como ela é coletada e preservada faz diferença.

A atuação abrange quem foi vítima — registro, preservação de provas e acompanhamento da investigação — e quem é investigado ou acusado, com análise técnica da prova digital e da cadeia de custódia.

Para quem foi vítima: o caminho mais comum

  1. Preservar as provas

    Prints com data e endereço da página, links, conversas exportadas, comprovantes de pagamento e dados do autor, se houver. Não apague nada.

  2. Registrar a ocorrência

    Boletim de ocorrência e, nos crimes que dependem de iniciativa da vítima, representação ou queixa-crime dentro do prazo legal.

  3. Acompanhar a investigação

    Acompanhamento do inquérito, com pedidos de diligências e de quebra de sigilo de dados quando cabíveis.

  4. Medidas cíveis

    Pedidos de remoção de conteúdo e de reparação de danos, conforme o caso.

    Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014)

Crimes digitais mais frequentes

Alguns dos crimes que mais aparecem no ambiente digital:

  • Fraude eletrônica — golpes por Pix, WhatsApp clonado, falso suporte (CP, art. 171, § 2º-A).
  • Invasão de dispositivo informático (CP, art. 154-A).
  • Calúnia, difamação e injúria na internet (CP, arts. 138 a 140), com pena aumentada quando praticadas em redes sociais (art. 141, § 2º).
  • Perseguição, inclusive por meios digitais (CP, art. 147-A).
  • Divulgação de imagens íntimas sem consentimento (CP, art. 218-C).

Para quem é investigado ou acusado

Em processos que dependem de prints, conversas, extrações de celular e registros de acesso, a defesa examina como a prova foi produzida: origem, integridade (como o registro de hash) e documentação de cada etapa da cadeia de custódia (CPP, arts. 158-A a 158-F).

Falhas nesse caminho podem comprometer a confiabilidade da prova — e precisam ser apontadas no momento certo do processo.

Atuação

Como atuo em casos de crimes cibernéticos

  1. 01

    Orientação imediata sobre a preservação das provas digitais.

  2. 02

    Registro de ocorrência, representação e queixa-crime, quando cabíveis.

  3. 03

    Acompanhamento de inquéritos e processos, para vítimas e para investigados.

  4. 04

    Análise técnica de prints, conversas, extrações e laudos periciais.

  5. 05

    Pedidos de remoção de conteúdo e de reparação de danos.

  6. 06

    Atendimento presencial ou remoto, conforme a fase do caso.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Caí em um golpe pela internet. O que faço agora?

Avise o banco imediatamente, registre boletim de ocorrência e guarde todos os comprovantes, conversas e dados do recebedor. Quanto antes essas medidas forem tomadas, mais caminhos ficam disponíveis.

Print de conversa vale como prova?

Pode valer, mas sua força depende de como foi produzido e preservado. Prints isolados podem ser contestados; registros com data, origem e cadeia de custódia documentada tendem a ser mais confiáveis.

Existe prazo para denunciar ofensas feitas na internet?

Sim. Nos crimes contra a honra, em regra, a vítima tem seis meses, contados do dia em que souber quem é o autor, para oferecer a queixa-crime (CPP, art. 38). Por isso, vale procurar orientação cedo.

Fui acusado com base em prints. Como funciona a defesa?

A defesa analisa a origem e a integridade do material, se há laudo técnico e se a cadeia de custódia foi documentada. Essa análise orienta a estratégia em cada fase do processo.

Fale com o advogado

Pelo WhatsApp ou por telefone. Descreva a situação em poucas palavras; documentos e prints podem ser enviados em seguida.

Atendimento remoto para todo o Brasil, em horário comercial.