Ter uma conta de rede social invadida é cada vez mais comum — e, quando ela é usada para trabalhar ou vender, o prejuízo é imediato. Além de perder o acesso, o titular corre o risco de ver golpes sendo aplicados em seu nome. A ordem das primeiras medidas faz diferença.
1. Tente a recuperação pelo canal oficial
Use o fluxo de recuperação da própria plataforma (por exemplo, “Esqueceu a senha?” ou “Minha conta foi invadida”) e verifique o e-mail cadastrado: as plataformas costumam enviar avisos de alteração de dados, às vezes com um link para desfazer a mudança.
2. Proteja seu e-mail e seus outros acessos
Troque a senha do e-mail vinculado à conta e ative a verificação em duas etapas. Se você usava a mesma senha em outros serviços, troque-a também.
3. Avise seus contatos por outro meio
Golpes de pedido de dinheiro e de falsas vendas costumam começar logo após a invasão. Avise amigos, familiares e clientes por WhatsApp, telefone ou outra rede: não façam pagamentos solicitados pela conta invadida.
4. Guarde as provas
- Prints com data visível: avisos da plataforma, mensagens enviadas em seu nome, publicações feitas pelo invasor.
- Link (URL) do perfil e nome de usuário.
- E-mails recebidos da plataforma e protocolos de pedidos de recuperação.
5. Registre boletim de ocorrência
A invasão de dispositivo informático é crime (Código Penal, art. 154-A), assim como os golpes aplicados com a conta, que podem configurar fraude eletrônica (art. 171, § 2º-A). O registro documenta os fatos e protege você caso seu nome seja usado em golpes.
E se a plataforma não resolver?
Quando os canais oficiais não funcionam, é possível notificar a plataforma formalmente e, se necessário, buscar uma ordem judicial — inclusive com pedido de urgência quando houver fundamento, como nos casos em que a conta é fonte de renda (CPC, art. 300).
Este artigo é informativo e não substitui a análise do caso por um advogado. Não há vínculo com as plataformas citadas.
